TRE monta estratégia para reduzir filas e agilizar o segundo turno das eleições em AL

Presidente Otávio Leão Praxedes se reúne com os juízes eleitorais para discutir a eleição de segundo turno nesta segunda-feira

Foto: Gazetaweb


As eleições foram tranquilas em todo o País. Os pequenos incidentes, urnas quebradas e filas não impediram que os 154 milhões de eleitores votassem em paz. Mesmo assim, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral ( TSE), ministro Alexandre de Moraes, pediu aos presidentes dos Tribunais Regionais Eleitores a adoção de medidas para reduzir as filas e garantir agilidade na votação do segundo turno.

 

 

No caso de Alagoas, os 2,3 milhões de eleitores também tiveram que ter paciência nas longas filas na maioria dos 6.280 locais de votação das 42 zonas eleitorais. O Estado ficou em 11º lugar entre os 27 que deveriam iniciar a apuração logo após a conclusão da votação, às 17h de domingo (2). Nesta segunda-feira (10), o presidente do TRE, desembargador Otávio Leão Praxedes se reúne com os juízes eleitorais para discutir a eleição de segundo turno e definir estratégias para agilizar o processo.

 

No geral, o desembargador Otávio Leão Praxedes considerou que o planejamento do primeiro turno “logrou êxito” e os procedimentos ocorreram como o previsto. As operações das forças de segurança e do Ministério Público garantiram a tranquilidade do pleito. Os 26 mil mesários atenderam a convocação, mais de 90% das 8.165 urnas eletrônicas funcionaram como planejado, não foram registrados nenhum problema comprometedor a lisura do pleito nos locais de votação. Com relação aos pequenos incidentes lamentou o grande número de eleitores em determinados locais de votação e isto gerou reclamações. Em algumas seções, teve eleitor que votou até as 22 horas, admitiu o desembargador.

 

O presidente do TRE confirmou que, atendendo ao pleito do TSE, dos juízes e dos eleitores serão adotadas providências para reduzir a demora na votação e as longas filas. “As reclamações são consistentes e os eleitores têm razão”, disse o desembargador, que visitou locais de votação na capital e no interior do Estado. Sem adiantar detalhes, revelou que estão sendo adotadas providências e atos para garantir o conforto dos eleitores.

 

 

Com relação às urnas eletrônicas, Praxedes confirmou que 124 urnas apresentaram problemas. O departamento de Tecnologia do Tribunal trabalha neste momento para evitar novos problemas semelhantes com os equipamentos. “A nossa expectativa é que apesar das filas, as eleições do segundo turno sejam mais ágeis e transcorram dentro deste ambiente de paz e tranquilidade”.

 

Entre os incidentes que tiveram repercussão negativa destacou o caso do eleitor que usou um telefone celular, filmou o próprio voto e divulgou nas redes sociais. “Isso transparece uma espécie de confronto com a Justiça Eleitoral. A Polícia Federal adotou as medidas necessárias para evitar a repetição desses atos”.

 

Nesta segunda-feira (10), o presidente do TRE se reúne com todos os juízes que trabalham no processo eleitoral do primeiro turno para estudar e definir meios a fim de flexibilizar o processo e tentar evitar as longas filas registradas no primeiro turno. Como o processo agora envolve apenas dois candidatos majoritários [à Presidência da República e ao governador de Alagoas], o desembargador acredita que esse fato será inibidor das filas e contribuirá para o processo de votação mais rápida. “Houve dificuldade também por parte de alguns eleitores que tiveram que digitar os números de candidatos aos cargos eletivos. Isso contribuiu para as votações demoradas em alguns locais”.

 

 

De acordo com os registros do TSE, dos 2.326,656 eleitores, 22,39% [520.114 eleitores] não compareceram às urnas. Apesar de haver uma ligeira queda nas abstenções [em 2018 cerca de 22,60% dos eleitores não votaram], Alagoas registrou percentual acima da média nacional. Entre os eleitores aptos, compareceram às urnas no domingo (2) 1.805.971 eleitores. O desembargador Otávio Praxedes acompanhou o processo de votação nacional e avaliou que as “abstenções registradas aqui seguiram a média nacional”.

 

A respeito dos inquéritos que tratam de casos de boca de urna, compra de votos e outras irregularidades, o presidente do TRE adiantou que alguns ainda estão em investigação pela polícia federal. O TRE criou um Núcleo de Inteligência que continua trabalhando para inibir os crimes eleitorais que ocorriam no passado e algumas pessoas ainda tentam repeti- los.

 

“No geral, agente considera que Alagoas sofreu um pequeno atraso no início da apuração, que foi centralizada em Brasília. Mas, no resultado final, o nosso estado ficou em 11º a concluir o processo de votação e a iniciar a apuração. Por isso, considero que a missão do primeiro turno foi cumprida com êxito por todos os envolvidos. Com relação às pequenas falhas, estamos trabalhando para corrigi-las”.